Persistente e valente, o roncador é o primeiro de muitos iniciantes na praia.
Conhecido por alguns nomes diferentes como maria-luíza, pirambu, riscadinho e praguinha, esse peixinho valente é o primeiro de muitos iniciantes em pesca de praia. Não é por menos. Abundante num grande número de locais, a presença dos roncadores às vezes é tão certa que muitos dizem que eles são como os pardais: estão em todos os lugares e em grande quantidade, encardumados.
A espécie (Conodon nobilis), cujo nome na linguagem tupi é pirambu (“peixe-roncador”), tem pequeno porte, com tamanho médio entre 15 e 20 centímetros. Os maiores que já passaram por nossas linhas tinham cerca de 35 cm e 800 gramas. Seu corpo é prateado e tem como maior característica visual sete ou oito listras pretas na vertical, com parte da cauda e as nadadeiras inferiores amareladas. Comum em toda a costa brasileira, gosta de freqüentar praias com fundo arenoso, podendo ser capturados em canais, baías e enseadas.
O que usar:
> Linhas: optamos pelas mais finas, como a de 0,18 mm, mas o iniciante pode usar com segurança o nylon de 0,25mm.
> Anzóis: pequenos e médios, como os modelos Maruseigo 09, Kentsuki Ryussen 08, Yamame 7,5, Akita 09 e Hansure 05.
> Iscas: os roncadores devoram com vontade vários tipos de iscas, chegando, muitas vezes, a “embuchá-las”. Pode-se usar minhoca de praia e sardinha, mas a isca que produz mais resultados é o camarão, de preferência fresco e do tipo sete-barbas.
Frágil, mas não tanto
Tome bastante cuidado ao manusear esse aparentemente frágil peixinho. Ele tem, no dorso, um espinho fino e afiado que corta facilmente a mão dos pescadores desavisados durante a retirada do anzol. A dica é segurá-lo sempre por baixo, pela barriga, pois certamente será necessário segurá-lo com firmeza em virtude do “embuchamento” de grande parte dos anzóis. Para retirá-los causando danos mínimos aos peixes, tenha à mão um saca-anzol.
Autor: Marcelo Rubio Esteves
Matéria: Coluna da Revista Pesca Esportiva, Edição Nº 131/Julho de 2008.
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