Um tema que já foi bastante discutido por aqui é sobre manutenção e limpeza de molinetes, porém ainda percebo que muitas dúvidas e mitos ainda persistem.
Nesse tópico quero explorar um tema que praticamente nunca foi debatido: "Manutenção e limpeza do sistema de fricção (freio) dos molinetes".
Os molinetes nas últimas duas décadas tiveram muita evolução, como: nº rolamentos, carretel com conicidade invertida, rosca sem-fim, infinito anti-reverso, line roller com sistema que minimiza a torção de linha e etc... O que fez com que os principais fabricantes, numa corrida desenfreada, desenvolvessem esses sistemas e cada um acabou dando um nome para eles.
Porém uma das coisas que praticamente não teve evolução nesse período, foi o sistema de fricção. Utilizando arruelas de metal intercaladas com feltro.
Abaixo três modelos de molinetes que retratam esse período:
Tournament ISO 4500 ENTO
Tournament-S 5000-T
Emblem-Z 4500-T
Quando comparamos o sistema de fricção dos três, eles são praticamente idênticos, porém fabricados em épocas diferentes, sendo o Tournament ISO 4500 ENTO o mais recente.
Porque eu comparei esses modelos?
Pois eles são do tipo long casting, são abertos, permitindo a entrada de água no sistema e são normalmente utilizados com linhas bem finas, no meu caso até 0,18mm. O que exige um funcionamento perfeito.
Alguns modelos menores já estão dotados de uma membrana na porca (borboleta), que impede a entrada de água e sujeira.
Costumo fazer essa limpeza a cada dois meses, e como nos meses de dezembro, janeiro e início de fevereiro as pescarias foram bastante freqüentes, será possível demonstrar o quanto dois deles estavam bastante sujos e a limpeza já estava até passando da hora.
Acho que é do conhecimento de todos, que após cada pescaria devemos dar uma lavada nos molinetes para tirar a maresia, areia, pequenos pedaços de isca e etc...
Uma dica importante é travar completamente a fricção, assim vc estará evitando a absorção de água pelas arruelas de feltro, o que faria com que elas inchassem e endurecessem ainda mais o sistema.
Abaixo o carretel do Emblem-Z 4500-T, ainda montado antes da limpeza.
Vejam que na parte de cima a graxa utilizada para lubrificar o sistema, está escura demonstrando claramente que ela deve ser trocada. Na realidade só utilizo graxa na parte superior da arruela de cima, que fica em contato com a borboleta, entre as demais peças eu utilizo silicone 5000 que é mais viscoso que um óleo.
Quando fizer a desmontagem é muito importante que faça peça por peça e memorize a posição de cada uma, lembrando que sempre entre uma parte metálica e outra, haverá um feltro para evitar o atrito e o desgaste excessivo entre elas.
Todo desmontado ainda sujo.
Parte que apóia o carretel.
A limpeza que é feita com removedor a base de querosene, colocado por um tempo em um pequeno aparelho de ultra-som, mas que pode ser feito com a imersão das peças em um pequeno recipiente de vidro e com a ajuda de uma pequena escova, faça a limpeza de peça por peça, removendo todos os resíduos.
Após a limpeza, as peças devem ser secas, principalmente as de feltro.
Vejam a diferença após a limpeza.
O Carretel já montado
Abaixo o mesmo processo no carretel do Tournament-S 5000-T.
Outra dica importante é nunca deixar de utilizar um pano junto a mesinha (secretária) e um pequeno balde com água, embaixo dela e toda vez após manusear as iscas, limpe as mãos na água e as enxugue, somente depois manuseie o molinete, evitando assim que as mãos fiquem sujas e molhadas e que essa sujeira passe para o molinete e caniço, principalmente na parte superior do carretel, na manivela e no pé do caniço , pois é exatamente onde primeiro colocamos as mãos, principalmente na parte superior do carretel, na manivela e no pé do caniço, pois é exatamente onde primeiro colocamos as mãos.
Abaixo uma foto da minha mesinha, atualmente também estou utilizando algumas pequenas vasilhas de plástico, para colocar algumas iscas, tais como, corrupto, minhoca e sarnambi, que soltam muito caldo e contribuem ainda mais para a sujeira.
Espero ter colaborado com mais esse tópico.
Autor: Vladimir A. Ferreira
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