Olá amigos!
No mundo inteiro o uso de rotores na pesca de praia não é novidade e no Brasil existem verdadeiros artistas na sua confecção sejam eles dos mais diferentes modelos principalmente dos metálicos, como estes fabricados pelo Vladimir.
E como não são novidade existem à venda por valores que muitas vezes a confecção deles pelo pescador comum não justifica o trabalho a não ser pela satisfação pessoal de estar “trabalhando” em algo para o nosso esporte.
No entanto em algum lugar do passado um companheiro talvez menos habilidoso ou mais inteligente, num momento de divagação pensou em por que não fabricá-los de maneira mais simples e torná-los mais eficientes segundo o seu pensamento.
Estava descoberto o rotor de miçanga!
Particularmente já tinha conhecimento da sua existência embora nunca houvesse visto um deles até uma pescaria com o Edmundo onde vi um chicote preparado por ele dessa maneira (visto acima) e depois “passeando” pelo GPP encontrei dicas dele e de outros companheiros sobre o assunto, eis algumas:
Edmundo:
“NÃO GOSTO E NÃO CONFIO EM ROTORES DE AÇO PREFIRO AS MIÇANGAS MAIORES, FAÇO UM FURO TRANSVERSAL PARA PASSAR A PERNADA”.
Auro:
“Lembrei que vi, há muitos anos atrás, em um site espanhol como confeccionar estas miçangas. Colocava um palito de dente no furo da miçanga e com uma agulha cortada e afiada presa num tubo de caneta. Se fazia o furo com movimentos de giro.
Sinceramente nunca tentei hehehe. Acho mais fácil fazer os de metal”.
Sérgio ES: (falando sobre uma miçanga que achou na areia durante o Campeonato Mundial de Pesca).
“A miçanga do meio. Vejam o esmero do trabalho, a perfeição dos nós que a seguram e a linha da pernada passando por ela. Tanto a miçanga quanto a linha que do anzol que passa por ela giram livremente”.
Jorge Ota:
“Só pra acrescentar, além dos rotores descritos. Há uns 2 meses atrás, adquiri um modelo, do tipo miçanga, da marca Fujibait, bastante interessante. A miçanga é maciça, com 2 furos excêntricos, uma na vertical e outra na horizontal.
Tenho testado, em algumas pescarias, inclusive no niver(GPP), e não tenho do que reclamar, apesar de gostar mais dos engates rápidos”.
Tudo isso posto e já sabendo que as ditas miçangas podem ser compradas e evitados maiores trabalhos e acidentes como alguns furos nos dedos, vamos ao interesse e motivo inicial desta matéria, por que não fabricá-las?
O primeiro passo é conseguir as miçangas o que para os moradores de São Paulo é coisa fácil, basta dar uma “chegadinha” na rua 25 de março, paraíso dos artesãos de todo país e onde em dezenas de lojas e bancas nas calçadas são encontradas miçangas dos mais variados modelos.
Para mim foi mais fácil ainda, bastou aguardar um momento de distração da Pi e visitar a coleção de miçangas que ela usa em seus trabalhos.
Acredito que os cariocas não ficarão desamparados se visitarem a rua da Alfândega ou Senhor dos Passos e ainda na esquina da Uruguaiana poderão comprar as ferramentas necessárias para o trabalho preenchendo aqueles dias sem pescarias.
Falei de locais que conheço, mas certamente por esse Brasil afora encontraremos locais com as mesmas características e que os companheiros também devem conhecer.
Material Necessário:
- Miçangas de tamanhos, cores e formatos variados
- Alicates de bico (para segurar as miçangas)
- Alfinetes de cabeça (para furar as miçangas)
- Lamparina ou vela (para aquecer a ponta dos alfinetes)
- Brocas de 1mm
- Dremel, furadeira ou outro tipo de motor auxiliar.
Como fazer:
O trabalho mais fácil, porém de acabamento mais simples é basicamente furar as miçangas com um alfinete ou agulha com as pontas aquecidas, quem tiver possibilidades de usar uma furadeira ou uma micro retífica tipo Dremel poderá dar um acabamento melhor às perfurações usando uma broca de 1mm, diâmetro que permitirá
o giro de qualquer medida de linha tanto da haste quanto da pernada.
Esquentando o alfinete:
Quando simplesmente for perfurar a miçanga com o alfinete quente este dever ser retirado antes que esfrie, pois se isso não acontecer ele ficará preso.
O processo poderá ser feito introduzindo-se o alfinete por etapas e depois de perfurada a miçanga o alfinete deverá ser colocado também pelo outro lado para que o furo tenha o mesmo diâmetro de ambos os lados.
Usando a Furadeira:
Usando o Dremel:
Obs:
O importante é quando se usar o motor, quaisquer deles a miçanga segurada pelo alicate (sempre) deverá ser levada à broca e não esta à ela, pois forçando a broca sobre a miçanga se esta resvalar poderá ocorrer um acidente ou no mínimo quebrar-se a broca.
Dica: Antes de usar a furadeira ou o Dremel, marcar o local do furo com alfinete quente para que a broca não resvale.
Miçanga perfurada:
Detalhe do trabalho:
Resistência da miçanga à tração:
Chicote by eu, hahahahaha!!!
Neste trabalho não tive a intenção de mostrar nada de novo para a grande maioria dos companheiros, mas sim ilustrar àqueles companheiros iniciantes como um dia eu fui e certamente continuo sendo.
Autor: Cr@vo
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